| Darlei Antônio |
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| Inspetor Dênis Fernando Berni orienta sobre os perigos do material cortante |
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Época de férias, finais de semana, é hora de descontrair, se divertir; muitas vezes a brincadeira escolhida – ou a forma como ela acontece – pode levar a uma fatalidade, tanto para crianças como também para os adultos: é o uso do cerol no fio que conduz pipas coloridas ganhando os céus, misturam-se à alta tensão, provocando uma “guerra” entre os seus praticantes, a princípio uma aventura que pode parecer “emocionante”...mas não é!
De acordo com o setor de Estatística e Arquivo da Guarda Municipal de Jundiaí (GMJ), em janeiro de 2009 foram registrados nove casos, totalizando 35 durante o ano todo: já são três ocorrências atendidas pela GMJ somente no início de 2010. O subinspetor Dênis Fernando Berni (Divisão Operacional) informa que as equipes em patrulhamento pelos bairros acompanham a movimentação das pipas, recebem denúncias, deslocando-se para as devidas averiguações e recolhendo o material quando constatado o uso indevido do material cortante.”Orientamos da melhor forma, alertando para os riscos, lembrando que o melhor lugar para se levantar e empinar uma pipa – utilizando-se sempre as linhas de algodão, mais seguras – são os locais abertos como parques, praças, campos de futebol (quando permitido), longe dos fios e antenas, prestando atenção nas bicicletas e motocicletas. Usar cerol para a brincadeira ficar mais interessante? Nem pensar!”
Sempre é tempo para informar e ressaltar que o cerol é uma mistura criminosa de cola com vidro moído onde os praticantes passam na linha para cortar as demais; esta mistura de cola e vidro moído faz com que a linha se torne uma verdadeira navalha, causadora de acidentes, muitos deles mais graves. Além disso, para a fabricação da “arma” também são utilizados variações de pó cortante, o mais comum é o pó de ferro, com um agravante que pode ser decisivo para que mais um acidente aconteça: conduz eletricidade quando toca nos fios de alta tensão provocando curtos circuitos e até a morte.
Os motociclistas são as principais vítimas do cerol, que em caso de acidentes sempre acabam com alguma parte de seu corpo cortada; o pescoço é a parte mais atingida, principalmente devido à falta de proteção: não portar capacete ou os mesmos não apresentarem viseiras (rosto e olhos ficam comprometidos); neste local passa uma artéria muito densa, o corte da mesma pode provocar um grande sangramento causando a morte em poucos minutos. Inúmeros casos já foram registrados de pessoas que tentaram retirar a linha do pescoço e tiveram os dedos amputados.
Silvia Helena Ferraz Santos
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