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A importância da Religião no trabalho policial
Desde os tempos mais remotos, o homo sapiens tenta explicar sua origem. Baseando-se em fatos bíblicos ou científicos, elabora estudos, teses, artigos, ou qualquer outra teoria que o ajude a encontrar uma resposta para sua existência.

Do princípio religioso, a Bíblia, para o Cristão é o ícone de qualquer estudo, de qualquer apoio, de muitas citações, enfim, de tudo o que esses homens necessitam para explicar sua origem e seu conforto espiritual.

É neste momento que observamos a importância da Religião para os homens. Apoiados nisso, temos exemplos claros da vinculação da Religião nas mais distantes civilizações que existem ou que deixaram de existir na face da terra. A História nos mostra ao longo dos milhões de anos que Anu, deus do céu para os mesopotâmios, Amon-Rá, dos Egípcios, Zeus, o grande deus Grego e Júpiter, dos Romanos representam cada um em sua época a religião que comanda, conforta, dá assistência aos homens.

Na decadência do Império Romano, o Cristianismo já era uma religião oficial do Estado. Não convém discutir se a religião estava à serviço do estado ou de uma classe dominante, sendo que este não é o propósito deste artigo. No período que data aproximadamente 413 a 427 d. C, o grande Doutor da Igreja, Santo Agostinho, desenvolveu toda a teologia que viria a ser a base da Igreja Medieval. Período este, em que toda a produção teológica foi restrita aos mandamentos da Igreja Católica, atingindo desde o mais humilde camponês, passando desapercebida pelos comerciantes, uma vez que a Igreja naquela época condenava o lucro através do comércio, até as inspirações dos maiores artistas Renascentistas, culminando com a Reforma Protestante de 1520, numa distante abadia em Wittenberg, na Alemanha.

Poderíamos discorrer sobre estes assuntos de uma maneira mais simples, dizendo que a religião tem uma enorme importância no mundo desde que o primeiro Homo Sapiens olhou para o céu. Ou seja, se não podemos desvincular a religião de uma Civilização ou de uma sociedade, não será no trabalho policial que a religião ficará de fora.

O homem tem necessidade de crer, de acreditar em algo que só a fé pode explicar, algo que nenhum cientista com suas intermináveis teorias poderia dizer como verdade absoluta. Mesmo porquê absoluto só Deus pode ser. O stress diário, a violência, o descaso com que às vezes é tratado, o não reconhecimento de seu trabalho, enfim todos os problemas que o policial enfrenta tem um conforto na religião, sendo que pode ajudar não só o policial em si, mas todo aquele que o policial tem que ajudar.

Diferenças doutrinárias à parte, tais como ícone e imagem, transubstanciação e consubstanciação, Papa e Patriarca, todos os Padres, Pastores, Abades, Obreiros, Missionários, Freis, Ministros, ou qualquer líder religioso tem um objetivo em comum, que é transmitir a Palavra Suprema a todos, sem distinção entre as pessoas, não ser intolerante e respeitar a crença de cada pessoa.

Texto redigido pelo GM Denis F. Berni, em 15-11-2002

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Data da Publicação 14/9/2005
 
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