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GMJ: SOS e Casa Santa Marta conhecem programa para a não violência
   
DARLEI ANTONIO
gmj
Inspetor Massarenti reforçou o apoio às atividades desenvolvidas pelas instituições
São vários os motivos que levam uma pessoa a adotar a rua como sua moradia, desconhecidos como sendo a própria família: o desemprego, a falta de estrutura familiar, problemas com a Justiça (a busca pelo anonimato), os vícios (uso de drogas lícitas e ilícitas); problemas mentais, dentre outros. Sendo assim, é cada vez maior o número de instituições que se propõem a orientar e encaminhar aqueles que engrossam diariamente a população de rua (incluindo-se também os migrantes); o que se percebe é que para a maioria dos atendidos viver na rua é viver numa condição de imediatismo, pois a preocupação maior é obter recursos (pernoite, alimentação e vestimentas) para aquele momento: o amanhã deixa-se para amanhã...

O que não deve ser assim: isto porque o trabalho desenvolvido nestas instituições visa dar abrigo mas, acima de tudo, o encaminhamento, a inserção social; em Jundiaí, os moradores de rua são atendidos pelo Serviço de Obras Sociais (SOS) e Casa Santa Marta, onde diariamente passam milhares de pessoas, famílias, em busca de auxílio para as suas necessidades básicas, o que pode incluir na maioria das vezes a retirada de documentos visando uma colocação profissional, um tratamento de saúde, a procura por um parente que poderá acolhê-lo.

Neste sentido, visando ampliar a rede de atendimento e o encaminhamento mais efetivo dessas pessoas – tanto familiar como profissional – foi realizado um encontro no final de janeiro, na sede do SOS, no intuito de se programar futuras ações em parceria, reunindo Guarda Municipal (representada pelo inspetor João Massarenti Neto – responsável pela Divisão Operacional; e os GMs Cláudio de Souza e Aparecido Luciani, da Coordenadoria de Instrução e Formação – Programa Educação para a Não Violência -Educavi); Nilson Roberto Begiato (gerente-administrativo do Serviço) e as assistentes sociais Lílian Albino, Hilbrantina Doná dos Santos Mamede e Josi Maria Brochetto (que atuam junto ao SOS e Centro de Atendimento ao Migrante –CAM), além de Luciana Citônio, assistente social da Casa Santa Marta.

Para o inspetor Massarenti, a parceria dará maior dimensão às propostas, uma vez que se tem conhecimento de que passam anualmente pelo SOS aproximadamente 10 mil pessoas em busca de leito e alimentação. “A Guarda Municipal acompanha diariamente as atividades da instituição, oferece todo o apoio para que essas pessoas sejam encaminhadas de volta às suas famílias e cidades de origem. Levar o Educavi até elas será muito importante, inclusive para aproximar ainda mais o guarda junto a esta comunidade, uma vez que realizamos rondas nos bairros de segunda a segunda, diuturnamente, finais de semana e feriados, sabemos das necessidades, inclusive da falta de carinho e atenção que muitos deles necessitam para iniciar uma nova fase em suas vidas. E também para aqueles que se encontram em fase de tratamento, recuperação (principalmente no que diz respeito ao uso de drogas) e precisam de maior orientação.”

Dentro de algumas semanas, os assistidos do SOS e Casa Santa Marta estarão participando de encontros com os profissionais que desenvolvem o Programa Educavi, recebendo informações variadas num amplo trabalho que visa resgatar a cidadania, a auto-estima, esclarecendo sobre os direitos e deveres de um cidadão, dentre outros assuntos que fazem parte da rotina diária de uma comunidade. “Aplicaremos atividades motivacionais reforçando o trabalho de assistencialismo que já vem sendo feito pelas instituições envolvidas, porém ressaltando sobre a necessidade do retorno ao convívio familiar, a capacitação profissional, a inclusão no mercado de trabalho para a própria sobrevivência, desenvolvendo aptidões, procurando dessa forma minimizar a situação da população de rua,” informou o GM Souza.

Silvia Helena Ferraz Santos

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05/02/2010

 
 
 
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