Para compreendermos a fundação da Guarda Municipal de Jundiaí, é necessário observar um determinado período da História de nossa cidade. Sendo uma cidade de importância vital para o estado de São Paulo, Jundiaí retoma seu crescimento econômico a partir da segunda metade do século XIX com o plantio do café. Neste aspecto, temos a inauguração em 1868 da Estrada de ferro Santos-Jundiaí, que mais tarde interligaria outras regiões também produtoras de café como Mogi-Mirim, Araraquara e Rio Claro. Jundiaí se torna o mais importante entroncamento ferroviário da região, e a partir de 1873 estende sua malha ferroviária a Itu, Sorocaba, Louveira, Bragança Paulista e Campo Limpo Paulista. Com a queda da produção de café e a ascensão espetacular do plantio da uva, Jundiaí conhece um surto de desenvolvimento. A imigração italiana e a conseqüente fundação do núcleo colonial Barão de Jundiaí forneceu mão-de-obra para as indústrias e para a Cia. Paulista de Estradas de Ferro. A cidade cresce e com ela a população, que em 1939 contava com 62.000 habitantes, dos quais 30.000 na área urbana e 5.345 imóveis. A cidade conta com diversos atrativos: o Ideal Cinema, Teatro República, Cine Rosário, o Aeroporto de Jundiaí, a inauguração do prédio da Caixa Econômica do Estado em 1942, da Via Anhanguera e da Radio Difusora em 1943. A partir da primeira metade do século XX, diversas indústrias aqui se instalam: CICA, Pozzani, SIFCO, Andrade-Latorre, São Bento, Fides, Argos Industrial, Cereser, Cerâmica Colônia, Ferráspari. Em 1940 as indústrias de Jundiaí alcançam o nº de 120 e também desponta como uma das maiores produtoras de uva e de vinho. O crescimento urbano e rural é evidente e a população necessita de maior atenção das autoridades no que se refere à assistência social e a segurança. É neste contexto histórico que nascerá a Guarda Municipal de Jundiaí. Texto : Gm Dênis Graduado em História pela Puc de Campinas
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